Olha só o que está acontecendo em Santa Catarina e que muita gente ainda não se deu conta. O governo federal resolveu abrir o cofre e anunciou um investimento pesado de mais de 2 bilhões de reais para a indústria naval no estado. O foco é a cidade de Navegantes, que agora entra de vez no radar como um dos maiores polos de construção de navios do Brasil. A ideia é construir seis embarcações gigantescas para dar apoio à Petrobras naquelas plataformas de petróleo que ficam no meio do mar. O que me chamou a atenção não foi só o valor absurdo de dinheiro, mas o fato de que isso vai mexer diretamente com o bolso do trabalhador da região.

Estamos falando de uma previsão de 1.200 empregos diretos. Para quem vive de obra, de indústria ou de serviço pesado, isso é uma notícia e tanto. Não é aquele tipo de promessa vazia que a gente costuma ouvir por aí. Tem dinheiro do BNDES e do Fundo da Marinha Mercante no meio da jogada, o que mostra que o negócio é estruturado. Se você mora perto ou trabalha no setor, é bom ficar de olho porque quando um estaleiro começa a contratar nesse nível, a cidade inteira em volta acaba sentindo o reflexo positivo.

Por que esse investimento em Santa Catarina muda o jogo para o trabalhador

Muita gente pode pensar que é apenas mais um contrato de navio, mas o buraco é mais embaixo. O governo está apostando em tecnologia híbrida para esses barcos. Isso significa que eles vão usar sistemas que economizam combustível e poluem menos. Para quem está no chão de fábrica, isso exige uma mão de obra mais atenta e qualificada. Não é só soldar chapa e apertar parafuso, o negócio está ficando moderno. O ministro Silvio Costa Filho deixou claro que a intenção é transformar a vaga de emprego na maior vitrine social do governo. Ele está usando Santa Catarina para mostrar que a indústria naval brasileira, que já sofreu muito no passado, está tentando respirar de novo.

Na prática, quando você coloca 2 bilhões de reais em um projeto desses, você não está ajudando só o dono do estaleiro. Você está movimentando o cara que vende o aço, o pessoal que faz a manutenção das máquinas e até o comércio local que vai atender esses 1.200 novos funcionários. É uma engrenagem que começa a girar e que, se for bem administrada, pode dar uma estabilidade que a região não via faz tempo. O governo está amarrando esse projeto à Petrobras, que é a maior cliente que alguém pode ter nesse ramo. Se a Petrobras garantiu que vai alugar esses navios, o risco de o projeto parar no meio do caminho diminui bastante.

Só que a gente precisa ser realista e manter os pés no chão. Um anúncio desse tamanho gera uma expectativa gigante. A cobrança em cima do prazo de entrega e da contratação real dessas pessoas vai ser pesada. Não adianta nada anunciar bilhões se o morador de Navegantes ou das cidades vizinhas não sentir a diferença no mercado de trabalho logo de cara. O setor naval é conhecido por ter altos e baixos, então o pessoal da região precisa aproveitar essa fase de vacas gordas para se qualificar e garantir seu espaço enquanto as obras estão a todo vapor.

Outro ponto importante é o papel do BNDES nesse rolo todo. O financiamento não é uma doação, é um empréstimo estruturado com metas. Isso obriga o estaleiro a manter o ritmo e não deixar a peteca cair. É um teste de fogo para a capacidade industrial de Santa Catarina. O estado já tem tradição em ser eficiente, mas agora o desafio é de escala mundial. Se esses navios híbridos saírem conforme o planejado, o Brasil volta a ter voz grossa na construção naval de alta tecnologia, saindo daquela mesmice de fazer apenas o básico.

No fim das contas, o que importa para o homem comum é se o serviço vai aparecer e se o salário vai cair na conta todo mês. O cenário é promissor e os números são robustos. Agora é acompanhar de perto para ver se essa montanha de dinheiro vai mesmo se transformar em dignidade para as famílias catarinenses. A indústria naval é bruta, exige esforço, mas quando funciona, carrega o desenvolvimento do país nas costas. Vamos ver se dessa vez o governo e as empresas entregam o que prometeram sem enrolação. Se você é da área ou está pensando em entrar, a hora de se mexer é agora, porque o canteiro de obras não vai esperar ninguém ficar pronto sentado no sofá.

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