Parece até conversa de avó, mas a ciência finalmente confirmou que aquela planta que todo mundo tem no quintal é um verdadeiro milagre para a pele. Só que tem um detalhe que quase ninguém te conta e que pode transformar seu autocuidado em um pesadelo de alergia e coceira. Eu fiquei impressionada quando descobri que muita gente usa a babosa direto na pele sem fazer o preparo certo. Se você é do tipo que corta a folha e já vai passando no rosto ou em algum machucado, pare agora mesmo. Existe um segredinho na limpeza dessa planta que faz toda a diferença entre ter uma pele de porcelana ou uma irritação braba que vai te fazer correr para o hospital.

Como jornalista que acompanha as tendências de beleza e saúde, estou sempre atenta ao que os especialistas dizem, e a bola da vez é o uso consciente do que a natureza nos dá. A babosa, ou aloe vera para os mais chiques, é rica em polissacarídeos e glicosídeos. Falando no português claro, isso significa que ela consegue entrar nas camadas da sua pele, manter a hidratação lá no alto e ainda mandar as células trabalharem mais rápido para fechar qualquer buraquinho ou ferida. É um regenerador natural potente que custa quase nada, mas que exige um pouco de respeito na hora de manusear.

O líquido amarelo que você precisa jogar longe

Muita gente abre a folha e vê uma gosma transparente, mas não percebe que junto com ela sai um líquido amarelado. Esse caldo amarelo é o grande vilão da história. Ele se chama aloína e é altamente irritante. Se cair na sua pele, pode causar uma dermatite chata de tratar. Por isso, eu sempre digo que o primeiro passo é lavar muito bem a folha e deixar ela descansando um pouco em pé para que esse líquido escorra. Só depois disso é que você deve abrir a planta para pegar o gel transparente, que é o que realmente interessa para a nossa beleza.

Eu mesma já cometi o erro de ser apressada e não limpar direito, e o resultado foi uma vermelhidão que demorou dias para sair. A dica de ouro dos dermatologistas é retirar os espinhos laterais primeiro e usar uma colher para raspar só a parte que parece uma gelatina limpa. Nada de usar a casca verde ou aquela seiva amarela. Se você fizer do jeito certo, a babosa cria uma barreira de umidade sobre a pele que acelera a cicatrização de um jeito que nenhum creme caro de farmácia consegue fazer tão rápido.

Por que a babosa é a melhor amiga das feridas leves

Sabe aquele arranhão chato ou aquela queimadura de sol que deixa a gente ardendo? A babosa é imbatível nesses casos. Ela tem uma ação anti-inflamatória que acalma a pele na hora. Eu gosto de deixar o gel na geladeira antes de usar, porque o geladinho ajuda a tirar a sensação de que a pele está pegando fogo. Ela estimula a renovação celular, o que evita que o machucado vire aquela cicatriz grossa e feia que ninguém gosta. Além disso, ela previne o aparecimento de manchas escuras que costumam ficar depois que a ferida sara.

Mas é importante a gente ser realista. Não adianta querer passar babosa em um corte profundo que precisa de pontos ou em uma queimadura de terceiro grau. Nessas horas, a planta não vai fazer milagre e pode até atrapalhar a cicatrização se o machucado estiver infectado. A regra é clara: ferimentos leves, escoriações de quem caiu ou raspou o joelho e cuidados pós-procedimentos estéticos, como uma limpeza de pele mais pesada, são os momentos perfeitos para apostar no gel natural.

Quando você deve manter distância dessa planta

Mesmo sendo natural, nem todo mundo pode sair passando babosa por aí. Se você tem alergia a plantas como o lírio ou a cebola, as chances de você ter uma reação ruim com a babosa são enormes. Como redatora cuidadosa, eu sempre recomendo fazer o teste do cotonete. Passe um pouquinho do gel no antebraço e espere uns minutos. Se não coçar e não ficar vermelho, você está liberada para brilhar. Se sentir qualquer incômodo, lave com água corrente e esqueça essa ideia.

Outro ponto que pouca gente fala é sobre o tempo de uso. Não precisa encharcar a pele e dormir com isso todos os dias. O ideal é aplicar duas vezes ao dia e deixar a pele respirar. O excesso de umidade também pode não ser legal dependendo do tipo de lesão. Se você seguir essas orientações simples, vai economizar muito dinheiro e ainda ter uma pele muito mais saudável e regenerada. Afinal, a natureza é perfeita, a gente é que às vezes esquece de ler o manual de instruções que vem com ela.

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Jornalista atuante desde 2019, com registro profissional no Ministério do Trabalho desde 2022, e experiência em produção de eventos desde 2016.