Você já parou para pensar quanto do seu salário vai embora só para manter um SUV na garagem? Muita gente olha o brilho do carro novo na concessionária e esquece de colocar na ponta do lápis o que vem depois. Se você está de olho no Volkswagen T-Cross Sense 1.0 TSI em 2026, é bom abrir o olho. O preço de compra é só o começo de uma jornada que pode custar bem mais caro do que você imagina se não houver planejamento.

Atualmente, para tirar um T-Cross Sense zero quilômetro da loja, você vai precisar desembolsar algo entre R$ 125.000 e R$ 135.000. É um valor considerável para um carro que se diz de entrada no mundo dos SUVs, mas que carrega o status de ser o queridinho do mercado brasileiro. O motor 1.0 TSI é competente e econômico, mas não faz milagre sozinho quando as contas fixas batem na porta todo mês.

O peso dos impostos e do seguro no seu bolso

Falar de carro no Brasil é falar de imposto. Em 2026, o IPVA continua sendo aquele soco no estômago logo no começo do ano. Com uma alíquota média de 4% em estados como São Paulo, você vai ter que separar cerca de R$ 5.000 só para o governo. Se somar o licenciamento, a conta já começa pesada. E nem pense em rodar sem seguro. Para um perfil masculino padrão, a proteção anual gira em torno de R$ 4.000 a R$ 5.000. Ou seja, antes mesmo de dar a partida e gastar a primeira gota de gasolina, você já comprometeu quase R$ 10.000 do seu orçamento anual.

Muita gente ignora que o seguro do T-Cross costuma ser um pouco mais salgado que o de alguns rivais. Isso acontece porque ele é um carro muito visado e o custo de reposição de peças da Volkswagen subiu bastante nos últimos anos. É o preço que se paga por ter o carro que todo mundo quer ter.

Gasolina e manutenção não dão trégua

Se você roda a média brasileira de 15.000 km por ano, prepare o bolso para o posto. O T-Cross 1.0 TSI é econômico, fazendo entre 12 e 14 km/l na cidade com gasolina, mas com os preços atuais, você vai gastar cerca de R$ 7.000 por ano em combustível. É um valor que assusta quando olhamos o montante total. O motor turbo exige combustível de qualidade para não dar dor de cabeça, então não adianta querer economizar no posto de esquina.

Quanto à manutenção, a Volkswagen mudou as regras. Aquela mamata das três primeiras revisões gratuitas ficou no passado para a linha 2026. Agora, cada visita à concessionária vai custar entre R$ 700 e R$ 1.200 nas revisões básicas. Se incluirmos itens de desgaste natural como pastilhas de freio, alinhamento e filtros, seu gasto anual com oficina vai girar facilmente na casa dos R$ 3.500. É uma manutenção previsível, mas que exige que você tenha esse dinheiro reservado.

A conta final que ninguém te conta na loja

Quando somamos tudo, o custo total para manter um T-Cross Sense em 2026 fica entre R$ 18.000 e R$ 22.000 por ano. Isso sem contar a depreciação, que é aquela perda de valor que o carro sofre só por existir. Estimamos que ele perca de R$ 13.000 a R$ 18.000 de valor de mercado por ano. Na prática, você está gastando quase R$ 2.000 por mês para ter a conveniência de um SUV na garagem.

Vale a pena? Se você precisa de um carro com boa revenda, motor esperto e espaço interno honesto, o T-Cross ainda é uma das melhores opções. Ele não é o mais barato de manter, mas entrega uma previsibilidade que outros chineses ou marcas menos tradicionais ainda não conseguem. O segredo é saber que o boleto vai chegar e não ser pego de surpresa. Ter um SUV exige um padrão de vida que suporte esses custos fixos sem sufocar suas outras contas. Antes de assinar o contrato, veja se esses R$ 2.000 mensais não vão fazer falta no seu churrasco do final de semana.

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