Olha só que notícia boa para quem está tentando tirar a carteira de motorista ou tem algum parente sofrendo nas mãos do Detran. Muita gente não sabe, mas a famosa e temida baliza está deixando de ser obrigatória em vários estados do Brasil. Já são dez lugares onde você não precisa mais passar por aquele sufoco de encaixar o carro entre dois cavaletes enquanto um examinador fica te olhando com cara de poucos amigos. E em fevereiro agora o número vai subir para onze estados com a entrada definitiva do Mato Grosso nessa lista.

Para ser bem direto com vocês, eu achei essa mudança sensacional. Finalmente alguém teve um pouco de bom senso nesse país. O Distrito Federal já faz isso desde 2004 e ninguém vê o trânsito de Brasília ser o pior do mundo por causa disso. Pelo contrário, o que a gente vê hoje é um processo de habilitação que serve mais para arrancar dinheiro do trabalhador do que para ensinar alguém a dirigir de verdade na rua. Quem já passou por isso sabe que a baliza de prova é um teatro. Você decora que tem que girar o volante quando a lanterna sumir no vidrinho e pronto. Na vida real, com carro de verdade e gente buzinando atrás, é tudo diferente.

Por que a baliza na prova é uma perda de tempo

A grande verdade é que a prova de direção no Brasil virou um comércio. O cara fica nervoso, erra um milímetro na baliza, o carro apaga e lá se vai uma nota preta para pagar o reteste. É uma burocracia que só serve para atrasar a vida de quem precisa do carro para trabalhar ou levar a família para passear. Quando eu li que estados como Mato Grosso, e outros que já seguem normas parecidas, estão simplificando isso, vi que existe esperança. O Conselho Nacional de Trânsito soltou uma resolução nova e os Detrans estão começando a se mexer.

Claro que tem sempre aquele pessoal que gosta de complicar e diz que o motorista vai sair despreparado. Teve até especialista dizendo que isso prejudica a segurança. Sinceramente, eu discordo totalmente. Ninguém aprende a estacionar de verdade em cinco ou dez aulas na autoescola dentro de um cercadinho. O sujeito aprende a estacionar é no dia a dia, colocando o carro na vaga do prédio ou do mercado. Tirar essa obrigação da prova tira um peso enorme das costas do candidato e foca no que importa, que é o domínio do carro em movimento e o respeito às leis.

Mais facilidade e menos gasto com a carteira

Outra coisa que me chamou a atenção nessa mudança foi o fato de que São Paulo agora permite fazer a prova com carro automático. Pessoal, vamos acordar para a realidade. Quase 85% dos carros novos vendidos no Brasil hoje em dia são automáticos ou têm essa opção. Não faz o menor sentido obrigar um rapaz ou uma moça a aprender a controlar embreagem se o carro que ele vai ter na garagem não tem pedal de esquerda. É querer travar o progresso por puro capricho burocrático.

Essa modernização ajuda demais no bolso. Menos reprovações por bobagem significam menos taxas absurdas pagas ao governo. Vai sobrar mais dinheiro para o sujeito dar entrada no seu primeiro carrinho ou pagar o seguro. É o tipo de medida que ajuda o cidadão comum, aquele que rala todo dia e não aguenta mais ser explorado por taxas de todo lado. Se o cara sabe conduzir o veículo, respeita a sinalização e não coloca a vida de ninguém em risco, por que travar a vida dele por causa de uma manobra de estacionamento que ele pode aprender com calma depois?

O futuro da habilitação no Brasil

Ainda tem muito estado que está enrolando para aplicar isso, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina. Eles dizem que estão esperando um tal de manual nacional. Tomara que esse manual saia logo e que não venham com mais invenção de moda. A tendência é que a CNH fique mais prática e menos burocrática. A gente precisa de motoristas conscientes, não de artistas de circo que sabem fazer manobrinhas ensaiadas mas não sabem dar uma preferência no cruzamento.

Fiquei impressionado como demorou para perceberem que o sistema antigo estava falido. Se você mora em um desses estados que já liberou a baliza, comemore. Se ainda não liberou no seu, comece a cobrar, porque não tem lógica o vizinho ter uma facilidade que você não tem. O trânsito precisa ser seguro, mas o processo para entrar nele não pode ser um castigo financeiro e psicológico. No fim das contas, o que importa é a liberdade de ir e vir sem que o estado fique colocando obstáculo onde não precisa. É uma vitória da praticidade contra a enrolação.

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