Viver cansada virou o novo normal para muita gente e confesso que eu mesma já me peguei arrastando os pés logo na terça-feira. A gente acorda, toma um café reforçado, mas parece que a bateria não carrega até o final do dia. Essa exaustão que não passa com uma noite de sono tem nome e sobrenome, e muitas vezes está ligada ao estresse que a gente carrega sem nem perceber. Fiquei muito atenta quando comecei a estudar mais sobre o ginseng, uma raiz que o pessoal do Oriente usa faz uma eternidade e que aqui no Brasil a gente ainda trata como se fosse apenas mais uma ervinha de prateleira de farmácia natural. Não é só marketing, existe uma ciência real por trás dessa planta que atua diretamente no nosso cansaço mental e físico.

O que acontece no nosso corpo quando estamos no limite é que o cortisol, aquele hormônio do estresse, fica totalmente desregulado. É aí que o ginseng entra como um verdadeiro mestre de obras. Ele é o que os especialistas chamam de adaptógeno. Basicamente, essa raiz ajuda o nosso organismo a se adaptar ao caos. Se você está muito acelerada, ele ajuda a baixar a bola. Se está sem força nenhuma, ele dá aquele empurrãozinho. Eu sou defensora de soluções que não agridem o corpo e o que me deixou mais interessada é que ele não dá aquele susto no coração igual o excesso de cafeína faz. É uma energia mais limpa, que ajuda a manter o foco sem deixar a gente tremendo ou com aquela ansiedade chata depois que o efeito passa.

Como essa raiz milenar age na sua cabeça e no seu corpo

A mágica acontece por causa de uns compostos chamados ginsenosídeos. Eles são os responsáveis por melhorar a forma como o nosso corpo usa o oxigênio. Imagina que suas células estão trabalhando com um combustível comum e, de repente, você coloca uma gasolina aditivada. É mais ou menos isso. O resultado prático é que aquela névoa mental, que faz a gente esquecer onde deixou a chave ou perder o fio da meada no meio de uma reunião, começa a sumir. A memória fica mais afiada e a concentração volta a dar as caras. Para quem trabalha com metas ou precisa estudar muito, essa planta é um divisor de águas porque melhora o fluxo de sangue lá no cérebro.

Além de deixar a gente mais esperta, o ginseng é um baita reforço para a imunidade. Sabe aquela gripe que sempre te pega quando você está mais cansada? Pois é, o corpo fragilizado vira porta aberta para doenças. Essa raiz estimula as células de defesa, deixando a gente mais protegida. Eu fiquei impressionada ao ver como o uso regular ajuda a criar uma barreira contra essas infecções bobas do dia a dia. É um cuidado que vai muito além de apenas ter energia para malhar ou trabalhar, é sobre manter o corpo funcionando em equilíbrio total, da cabeça aos pés.

Escolha o tipo certo para não jogar dinheiro fora

Muita gente vai correndo comprar qualquer um e acaba se frustrando. Existem tipos diferentes e cada um serve para uma coisa. O Ginseng Coreano, também chamado de Panax ou Ginseng Vermelho, é o mais forte de todos. Se você está naquele nível de cansaço que mal consegue levantar da cama ou precisa de um desempenho físico pesado, esse é o seu cara. Ele é bem estimulante e potente. Agora, se o seu problema é mais o estresse do dia a dia e você quer focar nas tarefas sem ficar pilhada demais, o Ginseng Americano é mais indicado. Ele tem um efeito mais suave e calmante, ideal para quem já é meio ansiosa por natureza.

Ainda tem o Ginseng Siberiano, que tecnicamente não é da mesma família do Panax, mas faz um trabalho muito parecido para dar resistência física. Eu sempre recomendo que as pessoas leiam o rótulo com atenção. Não adianta comprar o mais barato se ele não for o que o seu corpo precisa naquele momento. A forma de consumir também varia muito. Tem em cápsulas, que é o jeito mais prático para quem vive na correria, em pó para colocar no suco e até a raiz seca para fazer chá. O importante é manter a constância para que os benefícios comecem a aparecer de verdade.

O jeito certo de tomar para ter resultados reais

Não adianta nada tomar um dia e esquecer no outro. O ginseng funciona melhor quando é usado de forma estratégica. O ideal é consumir logo cedo, na parte da manhã, ou no máximo no começo da tarde. Se você inventar de tomar à noite, corre um risco enorme de perder o sono, já que ele deixa o cérebro bem alerta. Outra dica valiosa que aprendi com nutricionistas é que não se deve usar o ginseng para sempre sem parar. O corpo acaba se acostumando e o efeito diminui. O segredo é fazer ciclos. Use por umas três semanas ou um mês e dê uma pausa de uma ou duas semanas. Assim, seu organismo sempre vai responder bem ao estímulo.

É claro que, como tudo na vida, existem cuidados importantes. Se você está grávida, amamentando ou tem pressão alta que não está controlada, é melhor passar longe ou falar com seu médico antes. Quem usa remédios para afinar o sangue também precisa de cautela. Eu sou daquelas que acredita que a natureza tem quase tudo o que a gente precisa, mas a gente tem que ter responsabilidade. O ginseng é uma ferramenta poderosa para recuperar a vitalidade que a rotina rouba da gente, mas ele funciona muito melhor quando você também tenta dormir um pouquinho mais e se hidratar bem. No fim das contas, é sobre dar ao seu corpo o que ele precisa para ele parar de reclamar e voltar a produzir com alegria.

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Jornalista atuante desde 2019, com registro profissional no Ministério do Trabalho desde 2022, e experiência em produção de eventos desde 2016.