Olha só que rolo está acontecendo lá em Brasília e que vai mexer direto com quem dirige ou pega Uber todo dia. O governo resolveu colocar ordem na casa com um novo projeto de lei chamado PL 152/2025. Se você trabalha no volante ou vive chamando carro por aplicativo, precisa entender que a moleza de as empresas cobrarem o que querem pode estar com os dias contados. O negócio é sério e promete mudar o jeito que o dinheiro cai na conta do motorista e sai da carteira do passageiro.
A ideia principal desse projeto é parar com aquela bagunça onde a Uber ou a 99 ficam com uma parte gigante do valor da corrida. Muita gente reclama que faz uma viagem de dez reais e a empresa leva quase metade. Agora, querem colocar um limite nisso e garantir que o motorista receba, no mínimo, um valor justo por cada quilômetro rodado. É como se o governo estivesse criando um piso salarial para quem vive de aplicativo, para ninguém mais trabalhar de graça ou pagar para trabalhar.
O que muda no dinheiro do motorista
Uma das coisas que mais chama a atenção é a tal da tarifa mínima. Se o projeto passar, nenhuma viagem curta, daquelas de até 2 quilômetros, vai poder pagar menos de 8 reais e 50 centavos para o motorista. Isso é uma vitória para quem não aguenta mais ganhar mixaria em corrida de cinco minutos. Além disso, as empresas não vão poder morder mais que 30% do valor total da corrida no modelo comum. Se o motorista escolher outros planos, essa taxa pode cair até para 15% ou até ser um valor fixo por mês.
Outro ponto que vai dar o que falar é a transparência. Sabe quando o motorista é bloqueado do nada e não sabe nem o porquê? Pois é, o projeto quer proibir isso. Agora, a empresa vai ter que explicar direitinho o motivo e dar a chance de a pessoa se defender. É o fim daquela história de ser expulso do app só porque um passageiro estava de mau humor e inventou uma mentira. O algoritmo, que é aquele robô que manda as corridas, também vai ter que ser mais claro sobre como escolhe quem ganha as melhores viagens.
E o passageiro paga a conta
Muita gente está se perguntando se o preço das viagens vai subir para quem usa o serviço. A verdade é que, se o motorista ganha mais e a empresa tem um limite de ganho, o mercado vai ter que se ajustar. O projeto diz que os estados podem mexer nesses valores, então cada lugar do Brasil pode ter um preço diferente dependendo do custo de vida. Não vai ser mais tudo igual de Norte a Sul.
Tem também a questão da previdência, o famoso INSS. O projeto quer que o desconto para a aposentadoria seja automático. Isso é bom porque garante que o motorista tenha um amparo se ficar doente ou quando ficar mais velho, mas também significa que vai ter um desconto ali no lucro final. É o preço de ter um pouco mais de segurança na vida, já que hoje a maioria dos motoristas está por conta própria e sem proteção nenhuma se sofrer um acidente.
No fim das contas, a regulamentação tenta equilibrar a balança. De um lado, as empresas bilionárias que mandam em tudo, e do outro, o trabalhador que rala o dia inteiro no trânsito. Se vai ficar melhor ou pior, só o tempo vai dizer quando a lei começar a valer de verdade, mas que vai mudar a vida de milhões de brasileiros, isso não tem dúvida nenhuma.
