Muita gente acha que pode colocar qualquer nome no filho só porque a criança é sua. Mas a verdade é que o buraco é bem mais embaixo. No Brasil, existe uma regra antiga, lá de 1973, que dá um poder enorme para os donos de cartório. Se eles acharem que o nome que você escolheu vai fazer a criança passar vergonha ou sofrer bullying pelo resto da vida, eles podem simplesmente travar o registro ali mesmo no balcão.

Essa história de nomes proibidos voltou com tudo agora em 2026 porque os pais estão querendo ser criativos demais. O problema é que o que parece engraçado hoje pode ser um pesadelo para o seu filho quando ele crescer e for procurar um emprego ou tentar fazer amigos na escola. O oficial do cartório não está lá para ser chato, ele está lá para proteger a dignidade daquela pessoinha que ainda nem sabe falar.

Como funciona a lei que proíbe nomes estranhos

Não existe um livrinho com uma lista oficial de nomes que não pode usar. O que manda é o bom senso e o artigo 55 da Lei de Registros Públicos. Esse artigo diz que o cartório não vai registrar nomes que exponham a pessoa ao ridículo. Se o pai insistir muito em um nome que o funcionário do cartório achou pesado, o caso vai parar na mão de um juiz. Aí é o juiz quem vai decidir se o nome entra no documento ou se os pais precisam escolher outro.

Os cartórios estão cada vez mais de olho em nomes que parecem piada ou que têm palavras feias escondidas. Muita gente tenta colocar nomes de vilões históricos, palavrões disfarçados ou até marcas de produtos. A ideia é evitar que a criança vire motivo de chacota. Afinal de contas, o nome é algo que a gente carrega para todo lado e mudar depois dá um trabalho danado.

Os 10 nomes que estão sendo barrados agora

Para você ter uma ideia do que anda acontecendo, alguns nomes já foram riscados da lista pelos oficiais de registro por serem considerados ofensivos ou muito bizarros. Entre os que não estão passando de jeito nenhum nos cartórios brasileiros estão termos como Pibicha, My Precious e Cona. Também não adianta tentar registrar termos como Prostituta, Quenga ou Idiota, que são claramente agressivos.

Outras escolhas que os pais tentaram e levaram um não bem grande foram Fantasia Sexual, Largo do Bilau, Putz, Prostituta, Quenga, Idiota e até Mamãe Noel. Pode parecer mentira que alguém queira colocar esses nomes em um bebê, mas os cartórios garantem que as pessoas tentam de tudo. O recado é claro se o nome causar constrangimento agora ou no futuro, ele vai ser recusado.

O que fazer para não ter problema no cartório

Se você quer evitar dor de cabeça na hora de registrar seu bebê, o melhor caminho é a simplicidade. Nomes diferentes são legais, mas não podem ser ofensivos. Se você inventou um nome ou quer usar um estrangeiro muito difícil, leve uma prova de que esse nome existe e tem um significado bom. O cartório quer garantir que seu filho tenha um nome que ele não tenha vergonha de dizer quando for adulto.

Lembre-se que o nome não é para os pais aparecerem, é para a identidade da criança. Pense dez vezes antes de querer inovar demais. Se o funcionário do cartório desconfiar que o nome vai gerar bullying, ele vai te dar um conselho para trocar. Ouça esse conselho, porque se o caso for para a justiça, você vai gastar tempo e dinheiro e provavelmente o juiz vai concordar com o cartório.

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